quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A descoberta do Mundo nas linhas de Clarice Lispector!


Hoje vou falar sobre uma escritora que eu admiro tanto, que me faltam palavras elogiosas para descrevê-la. Então, isso vai ser uma tentativa. Hahaha!   Vamos lá?
Ela é Clarice Lispector. Quem nunca ouviu falar dessa super escritora?  Quem nunca se identificou com o que ela escrevia? Clarice é isso, emoções escritas, que grudam na alma da gente. Simplesmente viciante!
Clarice nasceu na Ucrânia no ano de 1926, mas mudou-se com seus pais para o Brasil com apenas dois meses de idade, naturalizando-se brasileira. Sempre que era questionada sobre sua nacionalidade, Clarice dizia que não tinha nenhuma ligação à Ucrânia, e sua verdadeira pátria era o Brasil.
Passou boa parte de sua infância em no Bairro de Boa Vista, em Recife. Onde seu imenso talento dava suas primeiras manifestações, Clarice começou a escrever logo após ser alfabetizada. Falava vários idiomas, entre eles o francês e o inglês.
Aos 15 anos, Foi morar no Rio de Janeiro com a família, e estudou numa escola primária na Tijuca, até ir para um curso preparatório na Faculdade de Direito. Foi ai que ela descobriu a literatura, depois de ficar chateada com algumas das teorias ensinadas no curso.  Seu primeiro conto, Triunfo, foi publicado na revista Pan no dia 25 de maio de 1940. Clarice tinha então 19 anos. No mesmo ano, Clarice foi chamada para trabalhar na Agência Nacional, que era a responsável por distribuir notícias a jornais e emissoras de rádio.
Seu primeiro romance foi Perto do coração selvagem, publicado em dezembro de 1943. Foi escrito quando Clarice contava com apenas 19 anos. O livro causou espanto na crítica, talvez por ter um caráter existencial totalmente inovador, ou pelo seu estilo solto, essa quebra de seqüência – começo, meio e fim -, o constante uso de metáforas, etc.
O que diferia muito da literatura da época era regionalista, ou seja, com personagens e histórias que denunciavam o descaso social do Brasil.
Mas após as críticas e surpresa do público, seu talento logo foi reconhecido. Em outubro de 1944, o livro Perto do coração selvagem ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha de melhor romance de estréia.
Clarice também foi Colunista do Jornal do Brasil, do Correio da manhã e do Jornal da Noite.  Onde suas colunas eram destinadas ao público feminino, e abordava assuntos como comportamento, moda e beleza.
Ao todo, Clarice escreveu mais de 30 livros, de uma originalidade única que só ela sabia ter. Mas não basta que você só leia Clarice, a escrita dela é muito mais que isso, e necessário que você a sinta. Sinta com o mesmo prazer que se sente ao receber um abraço inesperado ou o prazer de consumir uma fruta direto no pé. É uma escrita vem para desvenda nossos anseios e sentimentos mais íntimos. Simplificando: A escrita de Clarice não tem definição, é apenas o prazer de mergulhar no mundo indefinível das páginas de um livro dessa grande escritora. Então, ao terminar de ler esse post, porque não vai ler, não melhor, Sentir Clarice? Descubra a Legião estrangeira por trás de suas palavras. Tenho certeza que você vai adorar!
Clarice Lispector

         “(...) Nasci para escrever. Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.” Clarice Lispector

Bom foi uma pequena Biografia sobre a autora, e neste Link você encontra uma lista com suas obras: http://www.releituras.com/clispector_bio1.asp
Até Mais! ;*