sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Desumanos


Por que há tantas pessoas nas ruas
Que roubam apenas um pedaço de pão
Para calar o triste choro de seus pobres filhos
E são condenados por isso?
Você despreza os pobres mendigando um trocado
E lhe negam o direito de serem amados
E vive a rir de alguém só por não ter o que vestir
Se você ao menos soubesse que eles nunca tiveram um motivo pra sorrir
Como ficaria sua cruel consciência?
Aposto que você não agüenta tanta pressão.

Enquanto uns matam
Simplesmente para ter como fumar ou cheirar alguma coisa mais tarde
Por que ninguém prende os verdadeiros ladrões;
Os verdadeiros bandidos;
Que te põe em perigo?
Aqueles covardes que tiram o sossego de suas tardes
E além de tudo roubam a sua liberdade

Enquanto há corruptos em toda parte
Com sua bondade carregada de falsidade
E você ainda acredita e de nada duvida
Quando eles prometem que tudo irá melhorar
Se acreditar que isso irá dar certo é só ir em frente
Mas eu não estou mais crente
De que isso um dia irá acontecer realmente.

Religiões anunciam: comprem aqui sua salvação!
Pagando tal preço você será livre das tristezas do mundo irmão...
Agora estão à venda almas e corações?
Por que matar em nome Daquele que só que paz?
Vocês são monstros ou o que?
Vamos então brincar de guerra
E limpar a Terra do ser mais impuro que já existiu
Nós mesmos humanos pequenos comparados
Um amor superior que morreu injustiçado...

Entre mortos e feridos
Entre seus lamentos e gritos
Dá pra ver vítimas de uma tragédia causada por pessoas sem emoção
Poderia ter sido seu filho, ou até o seu irmão
Vai ver não foi dessa vez, mais com certeza vai ser  
Da próxima vez. Talvez...
Pois alguém está matando e roubando simplesmente
Para satisfazer seus vícios banais.

Encurtaram e engoliram toda a magia da infância
Ou talvez até ela não exista mais...
Já que meninos hoje brincam de fazer guerra
Entre seus “brinquedos” agora achamos um mundo em conflito
E já se encontram largados nas calçadas
Fora de si, com os efeitos de porcarias alucinógenas a lhe conduzir.
E em sua alucinação se conformam de que o
Amor se esqueceu de passar por ali

Meninas que brincam de ser mães
Já carregam em si crianças que poderiam ser seus irmãos
Poderiam mais brincar de ser feliz tão infantis mães?
É triste saber que isso faz parte do mundo real
Há muito tempo que trocaram a sua doce inocência
Por uma vergonhosa indecência

Dói crescer rápido demais
E do dia pra noite
Ser forçado a abrir os olhos
E conhecer toda a realidade
Que faz parte de uma triste verdade, que não me conformo em saber

Só quero é ver onde isso vai parar
Já que todos os dias esmagam ainda mais nossas esperanças
De um futuro não sofredor
E enquanto cospem e jogam o seu sujo desprezo
Em cima dos nossos sonhos semi-impossíveis
De uma realidade melhor

Somos desumanos,
O mundo girando ao redor de seu próprio umbigo,
Tira essa venda e sente o perigo que o mundo será
Se ninguém resolver se preocupar... 
Michelle Saimon