domingo, 30 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012: Os 5 textos mais lidos do blog

Estamos nos últimos dias de 2012, e como de costume, nessa época vêm as tão comuns retrospectivas. O Sobre Dias Nublados vai entrar nessa também. Por quê não? Já que o blog está perto de completar um ano resolvi fazer tipo um top 5 das crônicas/textos mas mais lidos esse ano (ou sei lá como chamar o que escrevo por aqui). Bora lá? Ah, e aproveito para desejar a vocês leitores novos ou antigos desse blog um 2013 maravilhoso e deixar meus agradecimentos.  Faço aqui também outra coisa muito comum à essa época, aqueles velhos planos e promessas de fim de ano: Prometo que vou me esforçar mais para manter esse cantinho que gosto tanto mais atualizado. Promessa de fim de ano viu pessoal? Não vão cobrar muito! =P



1. Necessidade

São tantas coisas necessárias para se dizer. E essas tantas palavras que fogem do meu controle e que também criei para suportar qualquer coisa sem nome.


Ela não o amava. Ela amava a liberdade, o menino era a prisão turva do vidro. Como ser feliz com a possibilidade de só poder ver a vida de dentro de um pote? Questionava o tempo inteiro, mas respostas eram impossíveis de serem ouvidas, o vidro abafava o som tanto quanto abafava sua vida.”



Sem dar tempo ao descontrole abri a porta e praticamente me joguei sentada naquela varanda forrada com folhas, lá eu podia me refugiar, sentir o vento. Peguei um graveto e comecei a desenhar utopias na terra. Eu me sentia bem apesar de tudo, mas como eu não tinha razão ninguém entendia como isso era possível.”




Um dia, porém, pararei de devanear utopias e desenhar nuvens na terra.  Um dia eu descobrirei como parar de sonhar coisas sem sentido e eu te contarei como, mas nesse dia eu iria com um sorriso descontente lamentar em seu colo. Um dia talvez eu consiga escrever linhas compreensíveis, e todos entenderemos. Um dia talvez...



Um dia acordou subitamente no meio da noite, as corujas piavam e ele viu estrelas. Aquilo era tão fantástico! Nunca havia prestado atenção em estrelas mesmo que sua vida tivesse sempre sido sem telhados. E ele que não queria saber de nada descobriu que a Terra girava. Ah, sua tonta! Ele andava tão tonto que resolveu desligar-se do que dizia, pensava ou descobria e não mais girar junto com a Terra, mas sim em torno de suas próprias órbitas.”