quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Brevidade

Acho que precisarei escrever sobre o que não sei. Parece até que gosto de alimentar dúvidas, e olha que elas comem muito e não sei se tem o mais refinado dos paladares, não importa. Foram enganos, ou só mania de querer pôr pra fora algo que nem chegou a se instalar? Sei não também, gosto de guardar tralhas inúteis tipo esses sentimentos.
Preciso da minha caneta preferida para então delinear contornos que dizem ser palavras, mas espera. Eu nunca sei onde está. A caneta ou as palavras? Os dois. Paciência. Não tenho, esse é o problema. Do mais, nem palavras, nem caneta e muito menos paciência. Horas certas já nem espero chegar, mas sinto batidas e não raro pequenos apertos.
Respiro uma coisa no ar e perco-o logo em seguida, assim como também perdi a flor que estava amassada entre as folhas do meu livro, mas em cima da mesa ainda há outras esperando para lerem, ou serem lidas. Quem sabe. Tem fotos lindas guardadas e tantas outras esperando para serem tiradas. Olho as horas e não vejo. Está adiantado ou atrasado? Tempo perdido.