quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

No verso e na pinga


No verso e na pinga,
O mundo do poeta gira
No verso e na pinga,
O poeta pinga e mancha o papel.
Se mancha em saudade
Toda vez que se desmancha em nostalgias
E sua canção  de noite pinga quando há lua
Pinga em chuva quando há dia
Dia de sol, pinga raio
Em telhados encharcados
Entoa a canção desmanchada
Que pingou sobre o poeta
Que desfaz-se em nuvens
Se a tontura mancha sua sobriedade
Se seus passos já não controla
De tanto amor que pinga em sua poesia.
No verso e na pinga,
O mundo do poeta gira.


Michelle Saimon e Aline Uzêda