segunda-feira, 19 de maio de 2014

Bagagem


Deixa de devanear asneiras, menina! O dia já desponta cheio de si por aí, espalhando raios sem chuva e que não fazem barulho. Raios que queimam nossa cabeça quando a gente anda sonhando por aí. Quando a gente dança por aí, salta e caminha em direção aos montes de coisas feitas de areia nas quais a gente se lambuza com alegria de infância.
Quando for partir, não se esqueça de levar dentro do vestido um corpo moço cheio de ilusões tardias, daquelas que fazem algo saltar mais do que devia dentro do peito. Daquelas que fazem suar as mãos, e que faça o corpo todo se inundar das cachoeiras de certos atos. Nesse calor que desce, escorrendo pelas nuvens com sua luz líquida amarela.

Deixe de escutar quem te diz para parar de devanear, menina! Quando a gente se permite o mundo é lindo. É quando se vê pessoas rindo sozinhas no meio da rua, vai e se ri também imaginando as lembranças ou invenções boas que andam de mãos dadas com as pessoas. É perceber que riso nunca é loucura, e se for, é um remédio lindo.